Crônica da cidade – Um pouco de paz no meio da cidade

Crônica da cidade – Um pouco de paz no meio da cidade
  15 de março de 2019
Coordenação de textos: Antonio Carlos Pimentel / Redação: Sue Anne Calixto / Fotos: Fernando Sette Câmara – Todos os direitos reservados / All rights reserved

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Museu Paraense Emílio Goeldi

Diante da correria do dia a dia, do trânsito por muitas vezes caótico, do calor que faz parte do cotidiano de Belém, existe um lugar, no meio de tudo isso, que se tornou o meu lugar favorito dentre os pontos turísticos de Belém. É o Museu Paraense Emílio Goeldi, que se divide em três espaços, e onde o meu favorito é o Parque Zoobotânico, e que traz um pouco de paz para o meio do cotidiano.

É um pontinho verde localizado no centro de Belém. Eu o chamo assim porque é uma verdadeira floresta, que fica dentro de um quarteirão, ali no meio da rua. Não sei se as pessoas conseguem perceber a importância de se ter um espaço preservado de natureza no centro da cidade. Não somente isso, mas como um dos principais museus de todo o país.

O Museu tem cheiro de infância, de família e lembranças. Famílias visitam aquele espaço aos domingos, crianças se divertem nos parquinhos, observam os animais, tomam sorvete ou água de coco e brincam. Dão uma pausa para tirar a foto em cima de um cavalinho de brinquedo. Além de comprarem os típicos brinquedos de miriti, ou a bolha de sabão, ou também aquela bola gigante. O mais interessante é que não vemos apenas os paraenses visitando o local. As listas com assinatura dos visitantes mostram que pessoas de todo o país, e até do mundo, buscam conhecer este importante espaço.

Lembro da minha infância, dos passeios em família que fazem parte das minhas melhores lembranças. Quantos domingos passei ali e vivenciei todas essas experiências. A foto no cavalinho ainda está guardada. E todas as memórias que esses domingos me proporcionaram também.

O Museu tem cheiro de escola, de passeios e ensino. É de se orgulhar ver que muitas escolas ainda escolhem este local para dar uma aula diferente aos alunos. Ensinar aos pequenos desde o começo a importância de um espaço que merece todo o amor e admiração.

Lembro da minha escola, que me levou em alguns passeios por este local. E me recordo ainda que não vivi este lugar apenas na época de ensino fundamental, a própria Universidade já me proporcionou assistir aulas nesse espaço, não apenas como um modo diferente de ensinar, mas para a realização de trabalhos e pesquisa. Que orgulho isso me traz.

O museu tem cheiro de fotografias, de amor e paixão. As suas árvores, flores, animais e toda sua beleza transformam o local em um importante espaço para a realização de ensaios fotográficos. Seja do próprio ambiente, seja para apenas tê-lo ao fundo. O importante é registrar o momento, fixar, guardar para a posteridade e assim preservar uma memória.

E eu, que nunca gostei tanto de fotos, resolvia fotografar o meu animal favorito do espaço: o jacaré. Ou todos os animais que vivem no meu ambiente favorito: o aquário. Ou servia como modelo das amigas, buscando uma flor o chão para colocar o cabelo, olhando para o lado e sorrindo. Registrando o momento para guardar.

O Museu tem cheiro de refúgio, de paz, de fuga. No meio da semana é possível encontrar pessoas caminhando sozinhas ou com alguém, como um modo de respirar, recarregar as energias perto da natureza. No meio da semana é quando o espaço está mais vazio e assim permite uma maior liberdade e apenas um som ambiente.

O Museu sempre foi a meu refúgio e a minha paz. Por quatro anos estudei em uma faculdade próximo a ele, e por quantas vezes não resolvia fugir para o meu local favorito com o intuito de respirar. Seja sozinha, seja com alguém, o passeio sempre me deixava feliz, me fazia sorrir e me fazia perceber a importância que o contato com a natureza poderia ter para preservar a minha saúde mental.

O Museu tem cheiro de café, de sorvete e de comidas típicas. Tem uma sorveteria no meio de tudo aquilo, que é pra dar uma pausa e recarregar as energias, fazendo aquilo que todo mundo ama, que é comer. Além de ter as barraquinhas que vendem as comidas típicas, que proporcionam os melhores sabores aos visitantes.

O Museu tem todas as minhas comidas favoritas. Já visitei o espaço só para tomar sorvete. Ou sentia falta de comer alguma das comidas típicas e resolvia almoçar por lá.

O museu tem cheiro de história, de memória e preservação. Diversas exposições sobre diferentes temas são apresentados no interior de um prédio climatizado. Da maneira mais didática possível com o intuito de ensinar. Além da ideia de preservação da cultura local e de artistas locais. É, o museu vai muito além de um mero passeio.

Museu Paraense Emílio Goeldi

Como o meu lugar favorito na cidade, tenho as melhores memórias e também tem toda a minha luta para a sua preservação. O Museu é herança da cidade. As suas visitas vão passando de pai para filho. Assim como os pais dos meus pais os levaram para conhecer, e os meus pais me levaram, eu levarei os meus filhos para entenderem toda a importância deste espaço.

Afinal, além da preservação da história e do contato com a natureza, ele traz um pouco de paz para o meio da cidade.